dogo argentino

Dogo argentino é um cão de guarda originado da região de Córdoba, fruto do grande esforço de Antonio Nores Martínez, auxiliado por seu irmão Agustin Nores Putrinez, que em 1928 estabeleceu o padrão da raça. Apenas em 1950 a Federação de Cinofilia Argentina reconheceu a raça. Atualmente é a única raça reconhecida de cães com origem da Argentina. Em busca de um cão que fosse invencível nas rinhas e insuperável na caça de javalispumas, selecionaram dez raças, sendo o cão “base” o Viejo Perro de Pelea Cordobés, raça hoje extinta mas que na época era muita popular nas brigas entre cães.

Atualmente o Dogo argentino desempenha outras funções além da caça, como guarda, guia de cegos e busca e salvamento, além de ser muito utilizado como cão de polícia em países como ArgentinaMéxicoEstados UnidosHolandaIsrael.

É um cão valente e corajoso, mas extremamente equilibrado, sendo aclamado por criadores e proprietários como um cão não feroz. Dedicado e sempre interessado em todas as atividades da família, é sensível e inteligente o bastante para reconhecer as pessoas que não fazem parte do círculo familiar, e ainda assim, permitir que elas possam integrar e participar da vida dos seus donos, sendo extremamente tolerante com crianças.

De coloração inteiramente branca, sendo permitida até uma mancha preta em volta dos olhos que não cubra mais de 10% de toda a cabeça, espanta pela rusticidade e porte de poderio.

Cães usados na seleção genética para o desenvolvimento do Dogo Argentino: Viejo Perro de Pelea Cordobés, Dogue AlemãoBoxerBull TerrierDogue de BordéusPointerBuldogue InglêsCão de Montanha dos PirenéusMastim EspanholWolfhound Irlandês.

No início do século, na cidade de Córdoba, embora não se tenha chegado a construir entidades semi-oficializadas, como os conhecidos “ reñideros” , onde apesar das leis proibitivas competiam presidentes, governadores, ministros e altos magistrados, havia no entanto um grupo seleto de admiradores da pelea de perros onde alguns nomes como Oscar Martinez, Don Pepe Pena, El Baron Funes, Dr.José Ignácio Bas, Dr.Enrique Martinez, Dr.Enrique Otero Caballero, Dr.Narciso Nores, Don Rogelio Martinez, etc. Usavam para combate animais obtidos dos cruzamentos de Bulldog com Bull-Terrier, elegendo os que saiam brancos e sem prognatismo, em outras palavras, onde havia uma predominância de Bull-Terrier. Esses animais uniam a força e o valor do Bulldog com a agilidade e musculatura de um Bull-Terrier, assim como maior olfato que um Bulldog e com a vantagem de não se asfixiarem ao fazerem presa por terem uma mandíbula maior e com boa convergência de arcadas dentárias. O resultado desses cruzamentos eram animais maiores que as raças originais chegando a pesar exemplares adultos com mais de 30 kg. Como conseqüência de tanta paixão e interesse nos jogos, todos buscavam obter os melhores cães, e, para esse fim recorriam aos mais diversos cruzamentos entre as raças caninas que existiam. Às vezes cruzavam novamente com o Bull-Terrier e outros com Boxer ou Dogue de Bordeaux seguindo critério de cada aficionado.

Essa fórmula, guardada a princípio com zeloso segredo, foi ficando pouco a pouco de conhecimento geral e logo foram os únicos cães que passaram a ganhar todas as rinhas.
Cada vez mais criadores adotaram essa fórmula, que repetindo através dos tempos por intermédio de cruzamentos entre si deram origem a uma formidável raça de luta de cor branca ou com pequenas manchas, olhos e nariz negros, crânios pesados, com focinho largo, lábios tirantes, tórax amplo e profundo, corpo curto e musculatura escultural que pelo esmero de criação e treinamento originou animais de excepcionais qualidades para a luta denominada como “Viejo Perro de Pelea Cordobes”.

Entre os exemplares que foram famosos pelo seu extraordinário valor que encerraram sua carreira sem perder uma única luta poderiamos citar o Chino , Johnson y Toy , de Oscar Martinez , el Roy de los Deheza , el Caradura de Don Rogelio Martinez , el italiano de Don Pepe Peña , el Taitú de los Villafañe e el Centauro del Mayor Baldasarre. Cujo valor legendário deram provas em inumeráveis combates presenciados por todos e que não se poderia apagar da memória. Esse exercício violento e metódico a que eram submetidos esses exemplares lhes davam um estado atlético excepcional e um estado físico quase perfeito para o combate.

Partindo dessa base, Antônio Nores se propôs a fixar uma raça que, conservando estas condições de valor, tenacidade e adaptabilidade, fossem de utilidade geral para a caça maior, guarda e destruição de predadores ( nesse caso javali, puma e zorro colorado ). Em suma um companheiro fiel para todas as horas.

Para se obter animais de maiores tamanho, sem perder o seu valor e dar ao mesmo tempo um instinto campero, foram feitos uma série de cruzamentos valendo-se de padreadores de sangue puro de Bulldog, Dogue Alemão, Mastim dos pirineus, Bull-Terrier e Boxer, conservando sempre como base e guia os Viejos Perros de Pelea Cordobês,

Um ponto importante refere-se ao Viejo Perro de Pelea Cordobês, essa raça hoje é extinta. Muito do novo trabalho na nova raça foi o de eliminar a agressividade que eles tinham entre os seus congêneres e desenvolver o instinto de caça. Um esforço que foi essencial para o sucesso do programa. Para evitar os problemas de consangüinidade foi desenvolvida três linhas de sangue: Família Araucana, Família Guarani e Família Comechingones.

Altura exigida pelo padrão vigente da raça:

  • Para as fêmeas: 60 a 65 cm.
  • Para os machos: 60 a 68 cm.

Peso

  • 37 a 45 kg.
  • O peso geralmente varia, ficando acima de 50 quilos. O importante é que o exemplar seja harmônico.

Crânio:

  • massudo, convexo, longitudinal e transversalmente, em razão do relevo muscular dos mastigadores e da nuca.

Focinho:

  • de comprimento igual ao do crânio, assim, o stop está situado na metade da distância do occipital à ponta do focinho(1). (Separamos crânio e focinho, mas é o conjunto de ambos que define a tipicidade da cabeça do Dogo pertencendo ao tipo mesocefálico, devendo delinear um perfil convexo/ côncavo: o crânio convexo pelo relevo da inserção dos músculos mastigadores, clássico do crânio de cão de presa do tipo mastigador e do focinho, ligeiramente côncavo e arrebitado, próprio do cão de excelente olfato, o que, em resumo, significa que o Dogo Argentino tem crânio de mastigador e focinho de farejador, uma integração funcional, reunindo faro alto (ventor) e exímio mordedor. Arcos zigomáticos bem afastados do crânio, formando uma fossa temporal ampla, para a cômoda inserção do músculo temporal, um dos principais mastigadores).

Olhos:

  • escuros ou cor de avelã. Pálpebras com orlas pretas ou claras. Inseridos bem separado, de expressão esperta e inteligente, mas, ao mesmo tempo, com marcante dureza. (Os olhos claros ou pálpebras vermelhas reduzem a pontuação. A desigualdade de cores – sarcos – é falta desqualificante).

Cor

  • completamente branco. Toda e qualquer mancha de cor deve desqualificar o exemplar por ser uma característica atávica. (Os brancos com a pele muito pigmentada de preto, devem ser considerados como exemplares inaptos para a criação, pelo caráter recessivo que demonstram e que pode passar a ser dominante nos filhos, se forem acasalados com exemplares que, potencialmente, tenham este defeito. As manchas pequenas na cabeça não são motivo de desqualificação, mas entre dois exemplares equivalentes, o desempate será pelo exemplar que mais se aproxime do completamente branco. Por outro lado, qualquer mancha no tronco é motivo de desqualificação). (5)Há uma característica que aparece normalmente nos Dogos que comumente chamamos de Lunares e que são normais desde de que não seja em demasiada quantidade.

Desqualificações

  • Olhos de cores desiguais.
  • Surdez.
  • Manchas no corpo.
  • Pelo longo.
  • Trufa branca ou muito manchada (despigmentada).
  • Prognatismo inferior ou superior.
  • Lábio muito pendente.
  • Cabeça afilada
  • Orelhas inteiras (não operadas).
  • Altura inferior a 60 centímetros
  • Mais de uma mancha na cabeça.
  • Toda e qualquer desproporção física.
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