terrier brasileiro(fox paulistinha)

O terrier brasileiro ou fox paulistinha, como também é chamado, apesar de comprovada a existência histórica desta raça em vários estados do Brasil, originariamente foi mais comum no interior do Estado de São Paulo, por isso é mais comum o nome fox paulistinha, do que o nome de registro, terrier brasileiro, que foi criado por ocasião do processo de registro da raça, também sempre foi conhecido no Rio Grande do Sul como fox, e em Minas Gerais como foquinho. Foi a terceira raça de cão originalmente brasileira a ser reconhecida pela FCI, e é a segunda com reconhecimento mais antigo das que ainda são reconhecidas.

Não se tem certeza de suas exatas origens, uma das hipóteses é que descendem dos fox terrier de pelo lisojack russell terrierparson russel terrier trazidos da Europa pelas esposas dos filhos de fazendeiros, que muito comumente, a partir de meados do século XIX e início do século XX, iam estudar na Europa, e quando retornavam, muitas vezes casados, traziam pequenos cães do tipo terrier, que eram muito comuns entre as famílias mais abastadas de LondresParis nesta época, e estes cães ao cruzarem com cães das fazendas no Brasil, e no campo, ao receberem novas funções, distintas da função de companhia que exerciam anteriormente, teriam criado em poucas gerações uma nova raça.

Há outra hipótese, bem forte, de que cães de tipo terrier, sem precisão de raça definida, viajavam como caçadores de ratos em navios mercantes, principalmente nos ingleses, desde o século XIX e ao aportarem em portos brasileiros, teriam cruzado com cães locais e assim acredita-se que o terrier brasileiro teria se originado. Este mesmo processo teria criado outras raças em outros países.

Tendo o mesmo padrão desde 1920, a primeira tentativa de reconhecimento ocorreu em 1964, mas pelo baixo número de registros o processo foi cancelado. Depois de muito trabalho por parte de alguns criadores, a raça recebeu o reconhecimento provisório em 1995 e o definitivo em 2006. Esse processo é feito pela FCI (Federação Cinológica Internacional), com sede na Bélgica e que tem uma série de regras a serem cumpridas antes do reconhecimento definitivo (como comprovar ausência ou controle de doenças genéticas, número mínimo de exemplares sem parentesco próximo, ninhadas que nasçam homogêneas, etc).

O Terrier brasileiro foi adaptado tanto ao campo como ao meio urbano, onde teve a importante função de guardar as mercadorias dos armazéns da ação predatória de roedores. No meio rural, também com eficiência, passou a desempenhar principalmente atividades de caça e alarme, e em menor escala, pastoreio de ovinos.

É um cão de pelo curto, os machos devem ter entre 35 e 40 cm e fêmeas entre 33 e 38 cm (na cernelha), pesando até 10 kg, robusto e de personalidade independente. Sempre é de coloração tricolor. O corpo tem fundo branco,com marcações pretas, marrons (fígado) ou azuis (cinza) salpicadas. A cor canela (tan – uma espécie de bege) pode ser encontrada entre a cor branca e a outra cor e/ou salpicada em pequenas pintas (bem pequenas) nos membros dianteiros (“braços”). A ausência do tan no corpo é permitida, bem como a segunda cor (preta, marrom ou azul) formar uma “capa” por cima do dorso.

A cabeça tem uma máscara preta, cinza ou marrom com pelagem canela ao redor da boca, sobrancelhas e na região interna e borda das orelhas. Pode haver (não é obrigatório) marcações brancas no focinho e no alto da cabeça, mas estas devem ser o menor e mais simétricas possível.

Orelhas pendentes e triangulares, olhos castanho-escuros, o mais escuros quanto possível nos pretos, e verdes, castanhos ou até azuis nas outras cores. Peito amplo com formato de “barril”, não sendo esgalgado, como nos galgos.

Cauda íntegra, podendo nascer sem cauda ou com cauda curta em algumas linhagens. O corte por estética não é mais permitido.

De temperamento alegre e cheio de energia, o Fox Paulistinha é ágil, inteligente e muito adestrável, comum em apresentações caninas. Ótimo para companhia de crianças por seu comportamento brincalhão, sempre alerta, forte e leal a seu dono pois o terrier brasileiro adota somente um dono. Mansos com a família, costumam estranhar desconhecidos e cuidar de seu território.

Como os terriers, essa raça se desenvolve bem fazendo tanto o papel de cão de companhia até cão de alarme e caça de pequenos roedores. Porém é preciso ser firme para o treinamento pois esta raça é muito independente. Não tem medo de cães maiores e sabe se defender muito bem. Se dá bem na criação conjunta de outros cães, desde que não haja outro cão dominante do mesmo sexo.

 

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