sabujo espanhol

Já conhecido no final da Idade Média, ele é brilhantemente descrito pelo Livro de Caçadas do Rei Alphonse XI (século 14) assim como por Argote de Molina (1582) e por numerosos autores clássicos.
Sabujo espanhol – grupo 6 – Sabujos e Cães de Pista de Sangue; seção 1.1.2. – Sabujos de Médio Porte; padrão 204; país de origem: Espanha; nome de origem: Sabueso Español; utilização: É um animal de caça e não tem vocação para cão de companhia.

Considerado como um cão de caça e rastreador, este cão é proveniente de uma antiqüíssima estirpe e um dos cães mais utilizados pelos caçadores espanhois.

A semelhança de aspecto entre o sabujo espanhol e as raças de mastins indicam que se trata de um cão antigo. A primeira referência que se tem encontrado sobre o Sabujo é de 350 a.C, em um documento escrito por um discípulo de Sócrates sobre a existência desta raça. O sabujo espanhol é proveniente dos cães de Vizcaya, sua origem, é muito porterior a 350 a.C, mas também são antigos. De concreto sobre sua existência aparece no livro de Alfonso X, escrito na segunda metade do Século XIII.

Foi introduzido na península ibérica, supõe-se pelos fenícios, a raça pouco mudou através dos séculos.

O Sabujo espanhol se caracteriza por ser um exemplar forte e compacto que possue um grande poder de rastrear. Também é muito inteligente e disciplinado, uma vez colocado em rastro é capaz de continuar a persiguição até o tempo que se for necessário.

Existem duas variedades: a de Monte (veja o foto ao lado) que pesa 25 kg aproximadamente, tem 56 cm de altura, e exibe uma pelagem branca, firme, com manchas vermelhas ou negras: e o Lebrero, menor, apenas 51 cm de altura, de coloração avermelhada mais uniforme.

Utilização : cão de pista para caça de pequeno porte, embora não desperdice o rastro de uma caça maior, seja javali, cervo, corsa, raposa, lobo ou urso.

O caçador, informado pela voz (latir ou uivar) do cão e suas modulações, conhecerá o desenvolvimento da caça de pista e suas implicações como o rastro antigo ou recente, rastro duplo, (latir de parada ou chamar ao morto).

O sabujo espanhol é o grande especialista na caça da lebre (recolhe) sendo sumamente eficaz no rastro de sangue.

SABUJO ESPANHOL
Padrão FCI: N° 204 / 24 DE JULHO DE 2000 / BR;
Origem: ESPANHA
Nome de Origem: SABUESO ESPAÑOL
Utilização: CAÇA.
Classificação FCI:
– GRUPO 06 – SABUJOS E CÃES DE PISTA DE SANGUE;
– SEÇÃO 1.2 – DE MÉDIO PORTE;
– SEM PROVA DE TRABALHO.
Atualizada em 21/04/2006
SUMÁRIO HISTÓRICO – Clique aqui para ver o Histórico.
ASPECTO GERAL – de porte médio, balanceado de proporções alongadas, com uma cabeça graciosa e longas orelhas. É notável o desenvolvimento do seu perímetro torácico e o comprimento de seu tronco, que ultrapassa muito a altura na cernelha. Estrutura óssea compacta e membros firmes; pelagem refinada, lisa e bem assentada. O olhar é suave, triste e nobre.
PROPORÇÕES – estrutura longilínea.
• o comprimento do tronco é amplamente superior, de 7 a 10 cm, a altura na cernelha.
• o comprimento do crânio / comprimento do focinho = 1 : 1, isto é são de igual comprimento.
TALHE
• Altura na Cernelha
Macho: Altura Máxima – 57 cm
Altura Mínima – 52 cm
Altura Ideal – Tolerância de + 1 cm.

Fêmea: Altura Máxima – 53 cm
Altura Mínima – 48 cm
Altura Ideal – Tolerância de + 1 cm.
• Comprimento – esta raça apresenta um pronunciado dimorfismo sexual, que se reflete na diferença de tamanho entre os machos e as fêmeas; sendo as fêmeas sensivelmente menores e de menor corpulência.
• Peso – padrão não comenta.
TEMPERAMENTO – cão afetuoso e calmo o qual, quando em atividade de caça de presas grandes, revela extraordinária coragem e bravura.
PELE – muito elástica, grossa e de cor rosada, lassa por todo o corpo; formando ocasionalmente, rugas na testa em posição de cabeça baixa.
PELAGEM – Pêlos: densos, curtos, finos e lisos (assentados). Distribuído pelo corpo inclusive nos espaços interdigitais.
COR – branca-e-laranja, com predomínio de uma ou da outra cor, distribuídas em manchas irregulares bem definidas, sem salpicado. A cor alaranjada pode oscilar desde um tom mais claro (limão) até um ruivo, amarronzado intenso.
CABEÇA –

harmoniosa, longa e proporcionada com as demais partes do corpo. As linhas superiores do crânio e focinho são divergentes. O conjunto da cabeça, vista de cima, deve ser alongado e muito uniforme. Não dá a impressão de focinho pontiagudo.
REGIÃO CRANIANA
• Crânio – de largura média, sendo mais largo nos machos. Perfil convexo. A largura do crânio é igual ao seu comprimento; visto de frente deve ser abobadado. A crista occipital é apenas marcada.
• Stop – suave, apenas ligeiramente marcado.
REGIÃO FACIAL
• Focinho – perfil reto, um leve arqueamento apenas na sua porção final é admissível. Visto de cima, parece moderadamente retangular, diminuindo na largura ao se aproximar da trufa.
• Trufa – grande, úmida com narinas bem abertas e bem desenvolvidas. Sua cor varia do claro ao preto intenso sempre em relação com a cor das mucosas.
• Lábios – o superior deve encobrir claramente o inferior; é lasso e moderadamente abundante. O lábio inferior forma uma comissura labial bem marcada. A mucosa deve ser da mesma cor da trufa. Palato da mesma cor como as mucosas, com contornos bem definidos.
• Bochecha – Padrão não comenta
• Mordedura – mordedura em tesoura. Dentes brancos e saudáveis. Caninos bem desenvolvidos, todos os pré-molares presentes.
• Olhos – tamanho médio, amendoados, cor avelã escuros; com uma expressão triste, nobre e inteligente. Pálpebras com a pigmentação igual à da trufa e mucosas, bem ajustadas ao globo ocular. Ligeiro afrouxamento em descanso é permitido.
• Orelhas – grandes, longas e pendentes. De textura macia, formato retangular e pontas arredondadas. Inseridas abaixo da linha dos olhos e pendem livremente enroscadas em saca-rolhas. Devem alcançar bem além da trufa sem esticar. Os vasos sanguíneos são bem visíveis e a flor da pele.
PESCOÇO – cone truncado, largo e forte, musculado e flexível; pele grossa e bem lassa, que formam barbelas marcadas e lassas sem exagero.
TRONCO
• Linha superior – reta, com uma ligeira depressão no dorso e convexidade do lombo, características da raça, mas sem ser dorso selado.
• Cernelha – inserida para frente e ligeiramente marcada.
• Dorso – poderoso, largo e de notável comprimento.
• Peito – muito desenvolvido, largo, profundo e alto, a profundidade de peito alcançando o nível dos cotovelos. A ponta do esterno é marcada.
• Costelas – redondas, com amplo espaço intercostal, formando uma grande caixa torácica.
• Ventre – não muito esgalgado; os flancos são profundos, bem visíveis e cheios.
• Lombo – muito largo e poderoso; ligeiramente elevado.
• Garupa – poderosa, larga, mais para horizontal. A altura na cernelha deve ser a mesma ou um pouco abaixo da altura na cernelha. Levando em conta a tendência da raça em aumentar o talhe, será permitido que a garupa seja um pouco mais alta.
MEMBROS
Anteriores – perfeitamente aprumados, retos e paralelos. Parecem curtos e os tendões são claramente visíveis. O comprimento do antebraço deve ser igual ao da escápula. De ossatura forte com metacarpo potente e cotovelos realmente bem ajustados ao tórax.
• Ombros – O comprimento do antebraço deve ser igual ao da escápula.
• Braços – fortes.
• Cotovelos – trabalhando rentes ao tórax. Angulação úmero-radial perto de 120°.
• Antebraços – retos, curtos e bem aprumados. De ossatura forte.
• Carpos – Padrão não comenta
• Metacarpos – fortes, poderosa estrutura óssea. Visto de perfil, pouco inclinados.
• Patas – como as do gato, dígitos compactos, falanges fortes e altas. Unhas e almofadas plantares duras. Membrana palmípede moderada e provida de pêlos finos.
Posteriores – potentes, musculados e de excelentes angulações. Aprumos corretos, jarretes sem desvios, metatarso grosso e patas fortes. Proporcionam ao cão a força, agilidade e propulsão necessárias para vencer terrenos bem irregulares com desníveis notáveis.
• Coxas – fortes e musculosas. Articulação coxofemoral próxima dos 100°.
• Joelhos – Padrão não comenta
• Pernas – de comprimento médio, musculosas. Angulação femoro-tibial próxima dos 115°.
• Metatarsos – Padrão não comenta
• Jarretes – bem marcados com os tendões nitidamente perceptíveis. Angulação aberta dos jarretes próxima dos 120°.
• Patas – como as do gato, ligeiramente ovais. Mais alongadas que as das patas anteriores. Podem ou não apresentar ergôs, que podem ser simples, raras vezes duplos, admitindo-se a remoção deles.
CAUDA – grossa na raiz de inserção média. Forte e revestida de pêlos muito curtos formando um pequeno pincel na extremidade. Em repouso, seu porte é levemente curvado e pendente, ultrapassa o nível dos jarretes; no trabalho e em movimento, levanta-se em forma de sabre, sem excesso com movimento lateral contínuo. Jamais reta para cima ou deitada sobre a garupa.
MOVIMENTAÇÃO – a andadura preferida é o trote, o qual é longo, constante e econômico, sem tendências à lateralidade ou ao passo de camelo. Deverá ser prestada especial atenção aos cotovelos e aos jarretes durante o movimento. A raça tem uma tendência natural de movimentar-se cheirando o solo de cabeça baixa.

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