veadeiro nacional

Há duas hipóteses para sua origem, a primeira é a de que o veadeiro nacional seria uma raça autóctone do Brasil, que seria herdeira dos cães primitivos que habitaram o continente sul-americano desde quando ainda formava com a África a Pangéia, ela se baseia pela semelhança do veadeiro nacional com raças africanas primitivas, como o azawakh, cão selvagem africano domesticado por tribos africanas.

A outra hipótese seria a de que o veadeiro seja descendente de cães portugueses, africanos e indianos, trazidos pelos portugueses nas caravelas durante o período do Brasil colônia.

Pelo fenótipo da raça, fica claro que tem forte carga genética de galgos, porem ainda não está claro qual raça seria a sua antecessora, assim como não pode-se dizer que não descenda de outros tipos, como o dos podengos, muito comumente trazidos pelos portugueses, já que o fenótipo do veadeiro nacional, apesar de lembrar muito os galgos, não possui apenas características de galgos.

No ápice de popularidade do veadeiro nacional entre caçadores no meio rural, atribui-se a eles um trabalho de melhoramento genético da raça, com o objetivo de tornar o veadeiro nacional em um cão que tivesse seu faro ainda mais apurado, já que sua especialidade é a caça utilizando a visão e a velocidade. Com isto muitos veadeiros foram cruzados com cães de tipo sabujo, conhecidos no meio rural como americanos, com isto, o veadeiro nacional recebeu genes do rastreador brasileiro e do hound do Brasil, raças conhecidos como americano no meio rural, por terem semelhança física com seu ascendente o foxhound americano.

Devido a isto, além da melhora no faro, também pode-se observar que uma minoria de veadeiros nacionais tem colorações típicas de sabujos, como tricolores com branco ao fundo e marcações pretas e marrons, e até a coloração conhecida no meio cinófilo por “black and tan”, ou preto e castanho.Raça muito comum no interior do sudeste do Brasil entre as década de 60 e década de 70, e também encontrada em outras regiões do Brasil, como o sul, o norte e o centro-oeste, mas sua maior população se concentrava sobretudo no interior dos Estados de Minas Gerais e de São Paulo.

O veadeiro nacional foi utilizado em larga escala por caçadores no meio rural, principalmente para a caça ao veado e a onça, onde perseguia a presa pelo rastro até o levante e depois a perseguia pela visão, destacando-se pela velocidade.

Um documento do século passado do Núcleo do Sul de Minas dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador descreve as caçadas à cavalo com o veadeiro nacional desta forma:

“Era costume e ainda é na região, a caça ao veado-campeiro, na qual se utilizam animais de andar mais equilibrado e velozes para acompanhar as matilhas da raça Nacional… O Nacional era um cão de caça amarelo ou vermelho, de pouca ou nenhuma pinta e de pouco faro, o que o obrigava a ser grande corredor, pois acompanhava a caça mais pelos olhos que pelo rastro. Também tinha… uivo fino e pouco expressivo. Por isso o caçador tinha de acompanhar de perto a caçada, o que não era fácil em região tão montanhosa.”

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